Presente do TUBA -

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" Não é a força ,mas a constância dos bons sentimentos que conduz o homem à felicidade".Nietzsche

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Guia dos Curiosos - Continuação Final.

Eis as últimas perguntas e respostas selecionadas a vocês.
Caso algum leitor quiser ter acesso a todas, favor pedir que enviarei via e-mail.
Bom fim de semana!
Com carinho,

Cármen Neves.

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" Se você julga as pessoas, não tem tempo para amá-las"

( Madre Teresa de Calcutá - 1910-1997)


Qual é o maior museu do mundo e onde se localiza?

O maior museu do mundo é o Smithsonian Institution, em Washington, nos Estados Unidos. Dele, fazem parte 16 museus e o zoológico nacional. Inaugurado em 1846, possui cerca de 140 milhões de itens.

O que aconteceu com os parentes de Adolf Hitler após a Segunda Guerra Mundial?

Não se sabe ao certo o destino de todos os parentes de Hitler. Ele teve dois irmãos, Edmund e Paula, e dois meio-irmãos, Alois e Ângela. Alois teve um filho em Liverpool, na Inglaterra, ainda no início do século XX. Este sobrinho, William Patrick Hitler, foi ele mudou seu sobrenome primeiramente para Hiller e, mais tarde, alterou-o novamente ao se casar com uma alemã. William já morreu e três de seus filhos estão hoje vivos e moram em Nova York. Outros sobrinhos-netos de Hitler vivem discretamente na cidade de Linz.

Por que Athos, Porthos e Aramis são chamados de Três Mosqueteiros se, na verdade, lutaram muito mais com espadas?

Porque Três Espadachins não seria um título tão interessante para a história. Na verdade, eles tinham mosquetes, mas, embora poderosas, essas armas eram muito grandes e seu manejo, extremamente desajeitado e incômodo. Para serem utilizados com mais destreza, era necessário o apoio de uma forquilha. Assim, os mosqueteiros preferiam à agilidade das espadas e pistolas.

Se o homem evoluiu dos macacos, por que ainda existem macacos?

Hussam Zaher, professor de Zoologia do Instituto de Biociências da USP, diz que na verdade o homem não evoluiu dos macacos atuais: "viemos de um grupo mais antigo, que hoje está de fato extinto". Segundo ele, o homem, o gorila, o chimpanzé e o orangotango derivam do mesmo ancestral primata.

De onde vem o nome das estações do ano?

No passado, o ano era dividido em veris (bom tempo, estação da floração), e hiems (mau tempo, estação do frio). O Diccionário Etimológico de la Lengua Castellana, de Juan Corominas, diz que o sistema de quatro estações foi adotado a partir do século XVII. Derivados do latim, os nomes das estações significam:

Primavera – de primo vere, quer dizer princípio da boa estação;

Verão – de veranum tempus, significa tempo da frutificação;

Outono – de tempus autumnus, é o mesmo que tempo de ocaso;

Inverno – de tempus hibernus, quer dizer tempo de hibernar.

Se o homem continuar destruindo o planeta, em quanto tempo a vida na Terra se extinguirá?

“A vida na Terra não acabará tão cedo”, afirma Ednilson Oliveira, doutorando do Departamento de Astronomia do Instituto Astronômico e Geofísico da USP. Segundo ele, as condições naturais do planeta ainda são capazes de garantir a existência de formas diferentes de vida. Entre as reserva minerais e naturais, a mais escassa seria a água potável, que, daqui a algumas dezenas de anos, provavelmente poderá ser obtida a partir da água do mar e de geleiras. Para o astrônomo, o único evento que poderia de fato extinguir rapidamente a vida na Terra seria uma guerra química ou biológica.

Por que a cor da camisa de algumas seleções não tem nada a ver com a cor da bandeira?

Os italianos jogam de azul e os holandeses, de laranja por estas serem as cores de suas respectivas famílias reais. A tradição prosseguiu embora a Itália não seja mais uma monarquia. Já a Alemanha (camisa reserva verde) e o Japão (que joga de azul) usam as cores das federações de futebol. A Austrália joga de verde e amarelo porque no país existe uma planta chamada wattle que tem essas cores e está por toda a parte.

Quando a seleção do Brasil começou a usar o uniforme azul?

Na final da Copa de 1958, Brasil e Suécia usavam uniformes iguais. Por isso, houve um sorteio para decidir quem usaria o uniforme reserva. O Brasil perdeu o sorteio e deveria usar um uniforme azul. Só que as camisas não eram oficiais. Foram compradas em Estocolmo, depois bordados os números e os escudos. O chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, não perdeu a pose e disse aos jogadores: "Era isso que eu queria: jogar de azul. Nossa Senhora Aparecida está conosco". Azul é a cor do manto de Nossa Senhora. Como o Brasil venceu a final e conquistou seu primeiro título, o azul foi oficializado como uniforme número 2.

Por que azul é a cor associada aos meninos e rosa, às meninas?

A associação surgiu da tentativa de diferenciar os gêneros e desmistificar o clichê "são todos iguais".

Antigamente, acreditava-se que espíritos demoníacos grudassem nos recém-nascidos e azul era a cor mais poderosa para afastar o demônio, possivelmente por sua associação com a cor do céu. Como os homens eram tidos como mais valiosos para os pais que as meninas, a cor foi adotada para eles. E aparentemente, as meninas não tinham esse problema com os espíritos nefastos. Até um século mais tarde, os bebês do sexo feminino não tinham cor para identificá-los. A associação das meninas com a cor rosa vem de uma lenda européia, que dizia que as meninas nasciam dentro de rosas cor-de-rosa. A lenda européia dizia, ainda, que os meninos nasciam de repolhos azuis.

Existem plantas carnívoras no Brasil?

Sim. O Brasil tem uma grande quantidade dessas plantas que atraem, prendem e digerem os insetos.

Somos o segundo país em número de espécies (o primeiro é a Austrália). São 4 gêneros de plantas e mais de 100 espécies espalhadas pelo Brasil. Elas vivem em solos úmidos, mas ao mesmo tempo ensolarados. Os planaltos Meridional e Atlântico, do Rio Grande do Sul até a Bahia, contêm várias regiões favoráveis a esses vegetais. Certas porções do litoral e de montanhas também têm plantas carnívoras.

Qual é a árvore mais alta do mundo?

A maior árvore do mundo é uma sequóia com pouco mais de 122 metros de altura. Localizada em território americano, na reserva de Montgomery, estima-se que tenha de 600 a 800 anos.

Quantos dias uma pessoa agüenta sem comer?

Para uma pessoa saudável de 70 kg permanecer viva, 60 dias é o limite sem se alimentar. Este número, porém, pode variar significativamente, geralmente para menos, de acordo com as reações de outras partes do organismo. Às vezes, embora a pessoa ainda tenha reservas de gordura, o pulmão ou outro órgão não resiste à fragilidade provocada pela falta de nutrientes.

É verdade que o coração de um maratonista bombeia cerca de 30 litros de sangue por minuto em esforço máximo?

Em esforço máximo, um maratonista pode chegar a bombear até 40 litros de sangue por minuto. Para se ter uma idéia, uma pessoa sedentária, em atividade física intensa, raramente ultrapassa os 15 litros por minuto. Em repouso, este mesmo sedentário bombeia de 5 a 8 litros de sangue (no mesmo período).

É verdade que estalar os dedos faz mal e pode até causar câncer?

Não há nenhuma relação entre a prática e a ocorrência de qualquer tipo de câncer. Porém, de acordo com o ortopedista carioca Achilles Lang, o costume de estalar ou puxar os dedos gera uma sobrecarga articular, que após vários anos pode ocasionar artrose (desgaste da articulação).

Por que nós nos emocionamos?

Todo ser humano têm esse tipo de sentimento. Não se emocionar indica um estado patológico grave, comum aos psicopatas. O choro, o riso e a emoção são respostas do corpo aos sentimentos e sensações experimentadas.

É verdade que nossas orelhas não param de crescer?

Nossas orelhas estão sempre crescendo porque são feitas de cartilagem. Ao contrário dos ossos, a cartilagem não depende de certos hormônios que com o tempo se tornam escassos. Por isso nunca param de crescer. O mesmo acontece com o nariz.

O lado direito do corpo é igual ao lado esquerdo?

Não, a simetria do corpo não é perfeita. Um braço de uma pessoa pode ser mais curto do que o outro, sem que isso seja um defeito físico. Mesmo nos órgãos internos, as diferenças existem. Os pulmões, por exemplo, são diferentes. O lado direito tem três divisões (ou lobos) e é maior que o esquerdo, que só tem dois lobos.

Pensar queima calorias?

As células nervosas - neurônios - tiram energia do oxigênio e da glicose para realizar as atividades cerebrais. Os neurônios gastam de 7 a 10 miligramas de glicose por minuto para cada 100 gramas de peso do cérebro. Isso corresponde a uma variação de 0,028 a 0,040 caloria por minuto. Em oito horas de reflexão, por exemplo, uma pessoa gasta o equivalente a uma bala: 16 calorias.

Por que a lágrima é salgada?

A lágrima contém sal e uma outra substância desinfetante que mata os germes e evita a infecção dos olhos.

Elas são formadas por glândulas que ficam logo acima do globo ocular. Quando essas glândulas não funcionam bem, os olhos ficam secos.

Por que algumas pessoas desmaiam ao ver sangue?

Essas pessoas, com a vertigem, estão se defendendo diante de uma situação que as deixa em estado de choque emocional. Nessas situações o cérebro libera no sangue adrenalina e acetilcolina, substâncias que dilatam os vasos sanguíneos. A pressão arterial diminui, dificultando o retorno do sangue oxigenado ao cérebro e causando o desmaio.

Por que dizem que os nobres têm sangue azul?

Na verdade, todos nós temos. As veias têm paredes finas e azuladas e por isso podemos ver o sangue venoso que elas carregam; esse sangue, pouco oxigenado, tem um tom que tende para o azul. Isso é mais perceptível em pessoas de pele clara e antigamente o chique era não tomar sol e ter a pele bem branquinha. Como só os nobres não precisavam trabalhar no campo, embaixo do sol, era mais fácil ver "sangue azul" deles do que o do resto das pessoas.

Por que algumas pessoas continuam sentindo dor mesmo depois de curadas?

No organismo acontece um fenômeno chamado "memória da dor". O cérebro registra a informação de uma dor localizada que persistiu por muito tempo. Com a lembrança gravada, ele acaba entendendo como dor qualquer estímulo vindo daquela mesma região do corpo.


Castelo dos Desejos VI Capítulo.

Queridos leitores, agora sim é o VI capitulo do livro.
Publiquei o VII no lugar do VI( isso acontece) sorriso.
Perdão!
Quem está acompanhando os capítulos , favor ler este e descer os olhos ao VII que, está publicado logo abaixo.
Cármen Neves.

VI

...Estar à mesa sozinha, sem a companhia dele, era algo que jamais pensou causar-lhe tamanho vazio no peito. Informou à criada que ficaria na biblioteca por um bom tempo, escutou trotar de cavalos em direção ao castelo.

- Ele voltou – pensou ela, e saiu correndo à janela com um largo sorriso nos lábios. Dois cavalos se dirigiam ao castelo, o ruído de seu trotar aumentando à medida em que se aproximavam. Ela tentou descobrir de onde vinham, mas não conseguiu. Saiu pelo castelo à procura da criada, e encontra-a na cozinha, triste, acompanhada por dois jovens. Mary se aproximou, dizendo:

- Escutei barulho de cavalos...

- Sim, senhorita, meus familiares vieram me avisar que minha mãe está muito doente, e quer me ver – disse a criada, chorando.

- Sinto muito! Então o que está esperando? Vá a seu encontro!

- Não posso ir, tenho que pedir permissão ao meu senhor.

- Podes ir, eu direi a ele, quando retornar.

- Não retornarei hoje, muito menos amanhã.

- Não te preocupes, eu falarei com ele. Afinal, mãe é mãe.

Mary pediu ao cocheiro para preparar a carruagem e permanecer com a criada o tempo que fosse necessário, retornando ao castelo quando a mesma estivesse tranqüila e matado a saudade da mãe. As duas se abraçaram. Mary conseguiu tranqüilizar a criada ao proferir toda sua segurança.

Um dos jovens se aproximou e disse:

- Fico-lhe grato por sua bondade. Porém, fiquei preocupado ao saber que a senhorita ficará aqui no castelo apenas com o jardineiro e com ele.

- Devo ter medo?

- Sim, deve, sim.

- Medo de quê?

- Dele.

Como a prioridade no momento era amenizar a aflição da criada, perguntas ficaram guardadas nos lábios de Mary que, pensativa, apenas olhou para a mesma, fingindo não ter escutado e nem entendido o que ele quisera dizer.

Antes de partir, o jovem, em sinal de agradecimento, beijou as mãos dela de joelhos, e partiram, deixando-a inquieta e temerosa. Sentiu – ao lembrar o curto diálogo alertando-a de um perigo eminente – arrepios. Entretanto, tinha afazeres que não lhe permitiam ficar remoendo vagas insinuações. Retirou a mesa. Lembrou-se de que ela mesma teria que providenciar o almoço e o jantar. Chamou o jardineiro e perguntou-lhe quais eram as verduras e frutas disponíveis na horta do castelo. Pediu-lhe que trouxesse batatas, couve-flor e uma abóbora. Notou que a criada já havia iniciado o almoço, separando bifes, tomates e deixando de molho o arroz.

- Tenho que me programar todos os dias – pensou Mary.

Quando o jardineiro chegou com as verduras, olhou a abóbora e perguntou onde a criada guardava as frutas, e pediu-lhe também um coco.

- A senhorita pretende fazer sobremesa todos os dias? - perguntou o jardineiro, admirado.

- Sim. Hoje farei um doce de abóbora com coco – receita da minha família.

Enquanto ela preparava o almoço, o jardineiro trouxe o coco. Ao retorno do mesmo, inocentemente Mary perguntou:

- O senhor não trouxe alho. Não há alho na horta do castelo?

Nesse instante, o jardineiro, assustado, deixou cair tudo o que tinha nas mãos, inclusive o coco.

- Há alho numa horta afastada daqui, mas somos proibidos de trazê-lo para dentro do castelo.

Mary não perguntou mais nada. Fez ligação entre conversas, insinuações e gestos, perguntando-se então:

- Seria ele um vampiro?

Ambos se entreolharam, temerosos. Com receio que Mary fosse lhe fazer mais perguntas, o jardineiro foi logo questionando:

- A senhorita quer que eu rale o coco?

- Se o senhor quiser me ajudar, agradeço.

- Será um prazer poder ajudá-la! Posso olhar as suas mãos, senhorita?

- Sim, o senhor pode, mas por quê?

- Pelo que vejo, a senhorita não está acostumada com as tarefas domésticas. Vou também descascar a abóbora, caso contrário as suas delicadas mãos ficarão com calos.

- O senhor é muito gentil, grata!

Enquanto Mary providenciava o almoço, o jardineiro descascava a abóbora. Em silêncio tudo foi preparado conforme o desejado. Quando o aroma da sobremesa invadiu a cozinha, o jardineiro não resistiu e perguntou:

- Qual o segredo deste doce?

- Por quê? Ela respondeu sorrindo.

- Porque tem um cheiro irresistível!

- Ah, deve ser o cravo e a canela em pedaços, que coloquei na panela sem que o senhor visse. O doce está pronto, gostaria de provar?

- Mas está quente...

- Sim, está. Eu prefiro assim, quente. Vou colocar um pouco para esfriar. Assim, quando terminar o almoço, o senhor não esperará tanto para prová-lo.

Mary arrumou a mesa ali mesmo na cozinha, e o convidou para almoçar junto com ela. Precisou insistir muito, porque ele jamais havia feito qualquer refeição dentro do castelo, desde que os pais de Lucas haviam morrido. Todavia, ele não se atreveria a recusar um convite tão amável, feito por ela. Até porque Lucas não estava presente para impedi-lo.

À mesa, o jardineiro ficou, a princípio, constrangido. Mas depois repetiu a refeição e foi logo confessando que estava ansioso por experimentar a sobremesa, que ainda estava dentro da panela de ferro, em cima do fogão à lenha.

- O cheiro da sua sobremesa, senhorita, parece estar me chamando – disse ele, sorrindo.

- Confesso que a mim também! Separei um pouco para o senhor levar para a sua casa. Há nesta taça um pouco que deixei esfriando para o senhor. – disse ela, feliz ao ver, na face do humilde jardineiro, um momento simples, porém raro, de satisfação.

- Agradeço a sua gentileza! - disse ele, com a colher a boca.

- Não há necessidade de me agradecer. É apenas um simples doce de abóbora com coco!

- Mas eu vi o carinho com que a senhorita o fez. Por esse motivo é que está bom!

O doce foi aprovado pelo amável senhor que, aparentando ter a mesma idade de seu avô, frente ao doce parecia um menino.

Enquanto saboreavam o doce, trocaram receitas de variadas culinárias. Foi um almoço agradável e tranqüilo. Depois de uma longa conversa, o jardineiro retornou ao jardim, e Mary calmamente arrumou a cozinha, olhando muitas vezes pela janela, pensando que, a qualquer momento, Lucas poderia voltar.

Sozinha naquele imenso castelo, rumou em direção à biblioteca. Permaneceu lendo até o momento em que o carrilhão a avisou de que a noite pedia passagem ao dia, quando se deu conta de que o tempo passara rápido entre os livros. Pensou em convidar o jardineiro para jantar, mas lembrou-se de que, durante a conversa, ele havia dito que dormia cedo, devido à sua avançada idade.

Sozinha à mesa, sentiu a falta da companhia de Lucas, e também da criada.

A noite trazia barulhos para dentro do castelo, barulhos que aumentavam a dimensão da sua solidão. Temerosa, atravessou correndo os corredores, em direção ao seu quarto. As telas expostas nas paredes pareciam ter vida, e olhavam-na como se fossem agarrá-la.

Sentiu-se segura ao entrar no quarto. Respirou um pouco aliviada. Ainda com o coração disparado, tomou um banho, abriu um livro que estava na cabeceira da cama, e começou a leitura. Adormeceu com ele nas mãos.

Acordou no meio da noite, sentindo a presença de Lucas, mas voltou a adormecer quando percebeu que havia sido apenas sua vontade de que ele estivesse ali. Acordou novamente ao ouvir batidas à porta. Ao atender, não encontrou ninguém. Voltou a fechá-la. Decidiu sair do quarto, mas antes prendeu todo o cabelo para cima e vestiu um vestido azul celeste, bordado com ramos brancos. Do alto da escada, avistou a mesa do café que estava à sua espera - vaso de flores do campo embelezava o centro da mesa. Ela correu os olhos à procura da criada, mas quem lhe deu bom-dia foi o jardineiro. Segundo ele, aquela havia sido a forma que encontrara de lhe agradecer o almoço do dia anterior.

- Foi o senhor que bateu à minha porta?

- Não, senhorita.

- Lucas está no castelo?

- Se está, não o vi chegar.

- O senhor já tomou café?

- Não. Mas espero que ele esteja do seu agrado – e ele saiu, quando avistou Lucas descendo as escadas.

Como Mary estava de costas, não entendeu a razão de o jardineiro sair às pressas.

- Espere! Venha tomar café comigo - disse Mary.

O coração dela deu o primeiro salto ao escutar a voz de Lucas dizendo:

- Deixe-o ir, eu tomarei café contigo.

Quando os olhos dela deitaram no corpo dele, uma seqüência de batidas disparou em seu peito, provando que aquele salto não fora por medo e sim por algo forte, docemente sentido, e incontrolável.

Lucas caminhou em sua direção com os olhos fixos nos seus. Ela sorriu, deixando visível a alegria de vê-lo. O aroma que exalavam no ar enfeitiçava a ambos.

Tomaram café em absoluto silêncio. Seus olhos, porém, pronunciavam todas as frases escritas por seus corações. Ela pensou em dizer que sentira a sua falta, mas manteve-se calada. Ele interrompeu o silêncio, perguntando:

- Onde está a criada?

- Parentes vieram buscá-la. Sua mãe está doente. Eu a liberei para ir vê-la – responde Mary, receosa.

- Quando ela voltará?

- Não sei. Pedi ao cocheiro para trazê-la somente quando tudo estiver bem.

- E quem está preparando as refeições?

- Eu.

- E não estás encontrando dificuldades?

- Até agora não. O jardineiro está me ajudando, descascando abóboras, por exemplo.

- Abóbora? O que fizeste com abóbora?

- Um doce de abóbora com coco.

- Ah, então quer dizer que teremos sobremesa também?

O comportamento de Lucas a deixou realmente preocupada. Ele parecia ser um outro homem, sem aquele ar de poder, e sem aquela expressão de rancor muitas vezes visível em seu rosto. O Lucas que ela presenciava naquele instante era doce e bem humorado. Parecia uma criança inocente e feliz.

O jardineiro entrou na sala. Ela agradeceu por ele ter preparado o café, e elogiou o sabor do mesmo. Quando saiu, e estava fora de alcance dos ouvidos de Mary, Lucas ordenou-lhe que continuasse ajudando Mary, pois não queria ver suas mãos maltratadas e nem que ela se cansasse com os afazeres domésticos. E acrescentou:

- Quero que procures, nos arredores do castelo, criadas para fazer a faxina. Se encontrares uma cozinheira, traga-a também.

- Perdoe-me, mas o senhor sabe que será quase impossível conseguir, de livre e espontânea vontade, alguém que venha trabalhar aqui.

- É verdade. Eu tinha esquecido esse detalhe. Bom, sendo assim, acho melhorar que continues a ajudá-la no que for necessário.

- Sim, senhor! Será um prazer poder ajudar a senhorita.

- Não te importas de ajudá-la na cozinha?

- Não. Ela é gentil e tem um coração bondoso! - disse o jardineiro, pedindo para se retirar.

Lucas ficou surpreso com os elogios e, pensativo, saiu em direção ao jardim.

Quando Mary retornou à sala, não o encontrou, mas sentiu o seu perfume no ar. Olhou pela janela. Avistou o balanço, e resolveu ir ao seu encontro.

Pássaros acompanharam-na durante todo o percurso. Ela os admirou e sentiu inveja de sua liberdade. Lembrou-se da sua condição de prisioneira. Voltou à realidade quando se aproximou do balanço, triste e cabisbaixa. Mas, ao ver Lucas sentado aos pés da árvore escrevendo, voltou a sorrir, contrariando os seus pensamentos. Aproximou-se e sentou-se ao seu lado, dizendo:

- Posso te pedir um favor?

- Sim – respondeu ele, jogando o diário ao chão.

- Abraça-me forte, por favor!

O coração de Lucas, em festa, quase não acreditou no que acabara de escutar. Leu nos seus olhos que ela necessitava, naquele exato momento, do calor de seu corpo e de sua proteção. Estava feliz, de certa forma. Aquele abraço, de livre e espontânea vontade, era o primeiro sinal de que muitas outras iniciativas partiriam dela. Ele a puxou para junto de si, dando-lhe um longo e forte abraço. Viu quando ela fechou os olhos, ao sentir-se segura.

- Deita a tua cabeça no meu colo – disse ele, quando ela ficou diante de seus olhos.

Ela não hesitou. Ajeitou o vestido e, com a cabeça sobre uma das pernas dele, visualizava-o de um novo ângulo. Outra vez o silêncio se fez presente, e seus olhares fixos tentavam descobrir o que o outro pensava.

Lucas soltou os cabelos dela e ficou alisando-os com uma das mãos, enquanto segurava-lhe as mãos com a outra.

O vento, brando e amigo, a cada vez que tocava o rosto da donzela, fazia-a respirar fundo e fechar os olhos. Lucas, sem que ela percebesse, lentamente foi abaixando a cabeça em direção aos seus lábios. Passou um dos braços sob o seu pescoço na altura do seu rosto, e disse:

- Eu vou te beijar!

Mary deu um tímido sorriso, fechou os olhos em sinal de pleno consentimento, e Lucas abriu os lábios, fazendo com que os dela ficassem dentro de sua boca. Um beijo doce e leve se mostrou presente num primeiro momento. Segundos depois cheio de desejo, quando tocou o seu pescoço. Num impulso movido pelo momento, ele a deitou na grama. Tirou a blusa, dobrou-a e colocou-a debaixo da cabeça dela que, de olhos abertos e em absoluto silêncio, aguardou o passo seguinte.

O dia contribuía com o desejo existente em ambos. Ela visualizou o corpo dele descendo em direção ao dela. Suas respirações dançavam no mesmo ritmo – acelerado e contínuo. Bastou ficarem olhos nos olhos para o corpo inteiro de Mary estremecer. Ela fechou os olhos, quando aqueles braços másculos e fortes seguraram a sua cintura. Não dando nenhuma chance para fuga. Inebriada pela sedução, recebeu e retribuiu as carícias dele, passando as suas delicadas mãos naquelas costas nuas e cálidas. Impulsivamente, ele inverteu a posição, encaixando o corpo de Mary ao dele. Ela a principio se assustou. Novamente se olharam. Lucas a deixou livre. Ela o beijou. Ele sentiu que liberaria as suas fantasias mais secretas, seus desejos mais escondidos. Ela tocou o seu pescoço. Lucas sentiu uma vontade imensa de possuí-la. Conseguiu, sem saber como, raciocinar naquele momento, e continuou na mesma posição, sem ao menos entrelaçar os seus braços no corpo dela, assim conquistando a confiança que almejava. Enquanto isto, ela continuava beijando o seu pescoço, subindo às orelhas e descendo em direção aos seus olhos, que foram docemente beijados por aquela boca macia, delicada e quente. O queixo foi o próximo a receber as carícias. Ela intercalou os beijos com leves mordidas, fazendo com que Lucas não conseguisse mais se segurar naquele estado de mero receptor. Foi então que Mary sentiu o calor do desejo, quando o seu vestido foi levantado e os dedos dele chegaram, ávidos, em suas pernas. Enquanto as mãos dele deslizavam no corpo dela, a sua boca sussurrava gemidos de prazer. A linguagem do momento era ritmada pelas batidas dos corações e gemidos constantes. Ele a colocou novamente deitada na grama. Retirou as botas e depois os sapatos dela. Passou as mãos em seus cabelos e lhe deu um beijo, a fim de acalmá-la. Aos poucos desceu a boca no decote dela. Desamarrou o laço que prendia o vestido, deixando os seus seios livres para serem tocados. Ela tentou impedi-lo. Ele desceu a boca em suas pernas. Ela se contorceu de prazer! Com o vestido levantado na altura da cintura, ela gemeu. Ele sugou o umbigo dela, enquanto as suas mãos subiam e desciam em suas pernas. O medo, apesar da satisfação, a faz pronunciar um não que ele fingiu não escutar, e continuou a tocá-la. Em meio a gemidos, ela novamente disse não. Mas como gemia e se contorcia, cheia de desejo, o não pronunciado era um sim disfarçado para Lucas prosseguir. Assim, ele continuou a sua sessão de carícias ousadas, chegando sua boca naquelas coxas quentes e belas. Escutou um gemido mais alto. A vontade de possuí-la aumentava, se é que fosse possível sentir mais desejo naquele exato momento. Encaixou suas pernas às dela, enquanto avidamente beijava sua boca.

Quando Mary sentiu o sexo dele no seu, tentou fugir, empurrando-o. Não conseguiu afastá-lo – seu desejo era superior à sua força física. Ele continuou esfregando o seu corpo ao dela. Ela então, desta vez, cerrou os lábios.

Ainda em cima dela, Lucas perguntou, decepcionado:

- O que foi? Não estás gostando?

- Sim, estou, e é isto que está me assustando.

- Não precisas ficar assustada, apenas sinta o momento! Quer que eu pare?

- Sim e não.

Lucas sorriu e a beijou. Ela se acalmou.

Ele disse:

- Vou respeitar a tua vontade, mesmo não sendo a minha. Tu sabes que para mim é difícil parar neste instante, diante de tanto desejo. Na verdade, parar é um ato quase impossível.

Envergonhada ela disse, colocando as mãos no peito de Lucas:

- Eu sei, e te agradeço por entenderes.

Segurando as mãos dela, ele respondeu com ar de tristeza:

- Não me toques, porque não poderei cumprir o prometido.

Abaixou o vestido dela, calçou-lhe os sapatos, vestiu a camisa e calçou suas botas, enquanto ela tentava prender o laço do vestido.

- Não. Deixa-me fechar - disse Lucas.

Assim ele fez. Foi o laço mais demorado que fez em sua vida. Ele a segurou fortemente em seus braços e tocou-lhe os seios levemente com os lábios.

Juntos retornaram ao castelo, lado a lado, sem uma palavra pronunciarem, até quando ele se lembrou que havia esquecido o seu diário.

- Preciso voltar – disse ele, enfrente à porta do castelo.

Retornar ao local onde, minutos atrás, quase a tinha possuído, serviu para alimentar a sua inspiração. Permaneceu ali sentando por um bom tempo, escrevendo e tentando se recompor do acontecido, até o momento em que o jardineiro chegou para chamá-lo para o almoço. Lucas deu ordens para retornar e avisar Mary que poderia almoçar sozinha. Ao receber o recado, ela se sentiu culpada, mas compreendeu a sua ausência.

O dia, que se apresentara belo e encantado, tornou-se triste e apagado aos olhos dela. Ela permaneceu naquele estado de tristeza até o começo da noite, quando Lucas atravessou a porta principal do castelo. Seu coração pulou de alegria, mas tentou disfarçar, abaixando os olhos. Ele se aproximou e informou:

- Mary, estive pensando sobre o que aconteceu hoje, e quero te dizer que não tentarei mais tocá-la, apesar do forte desejo que mora em mim. Então, quando te sentires preparada, procura-me no meu quarto.

- Eu...

- Não. Não digas nada, eu te peço – E desviou o assunto, perguntando o que ela havia preparado para o jantar.

- Nada especial. Mas fiz com carinho – disse Mary encabuladamente, mas percebendo que Lucas parecia ter passado uma borracha no assunto.

- E o que é nada especial? – ele perguntou, sorrindo.

- Arroz, lentilhas, batata frita, bife acebolado, salada de tomate, cebola e pimentão.

- Hum! Parece estar saboroso! Faz tempo que não como lentilhas. E para sobremesa? Sobrou um pouco do doce de abóbora?! Espero que sim. O jardineiro me falou que gostou muito!

Mary, a esta altura da conversa, já estava se sentindo melhor e até sorriu, entre uma resposta e outra.

- Sobrou um pouco, sim.

- Vou tomar um banho e depois desço para o jantar. Peça ao jardineiro para arrumar a mesa e trazer vinho.

- Está certo. Vou me preparar para o jantar também.

- Se não for pedir muito, gostaria que usasses um vestido rosa, e deixasses a nuca aparecendo, ao ajeitar os cabelos.

Mary consentiu com o pedido, pois era o mínimo que poderia fazer para tentar agradá-lo naquela noite.

Quando Lucas retornou à sala, avistou-a num lindo vestido rosa claro e cabelos presos, deixando a sua nua completamente livre. Usava brincos e pulseira de água marinha e o colar às mãos. Aproximando-se e ficando de costas para ele, disse:

- Gostaria que me ajudasses a colocá-lo.

Gentilmente, ele colocou o colar em seu pescoço. Sentiu vontade de beijá-la, mas resistiu à tentação, perguntando-lhe onde estava o jantar, já que não se encontrava na sala habitual.

- Tomei a liberdade e, juntamente com o jardineiro, arrumamos o jantar em outra sala.

- Sei que a curiosidade é uma das marcas das mulheres, mas confesso que estou curioso para saber qual das salas escolheste.

Assim atravessaram os salões e corredores do castelo. Passaram enfrente da biblioteca e Mary entrou numa sala com paredes pintadas na cor marfim, cortinas brancas, e vasos de cristal enfeitados com rosas na cor champanhe. Ao centro da mesa de jantar, um lindo castiçal de cristal com quatro velas brancas acessa. A toalha na cor creme, bordada em tons de marrom e de lilás. Na cristaleira de pau-marfim, havia taças e copos com o brasão da família, esculpido em ouro branco.

Ao entrar, Lucas perguntou a razão dela ter escolhido aquela sala.

- Sei que nela é tudo luxuoso e belo. Mas, apesar da enorme quantidade de cristal, ela consegue ser acolhedora. Antes de optar por esta, fiz questão de conhecer as demais. Foi uma tarefa difícil, porém agradável. Sei que sempre fizemos as refeições em mesas imensas, com no mínimo doze lugares. As pessoas ficam distantes umas das outras.

- Parece que não gostaste da minha escolha.

- Engano teu. Eu gosto desta sala! Não me recordava como ela era majestosa! Vamos nos sentar?

- Sim. Espero que gostes do que preparei para esta noite.

A mesa era para duas pessoas. Lucas aprovou a janta e a sobremesa. Estar tão próximo dela à mesa deixava-o apreensivo, mas não a ponto de deixá-la perceber. Tiveram conversas agradabilíssimas! Uma diversidade de assuntos surgiu. A luz das velas brilhava dentro dos olhos de Mary. Quando Lucas segurou as suas mãos, ambos ficaram calados. Então ele ficou de pé diante dela, beijou a sua boca docemente e saiu. Ela permaneceu sentada por um bom tempo, confusa. O romantismo da noite, porém, fazia ser possível a aproximação de qualquer ser, portanto isto, aliado à vontade de ficar perto dele, fez com que ela corresse ao seu encontro. Respirou fundo, e ficou diante da porta do quarto dele. A razão lhe pedia para não entrar, mas o coração implorava o contrário. Todavia, diante desta batalha, com imenso esforço retornou ao seu quarto.

O sono custou a chegar. Sonhou que Lucas tocava carinhosamente o seu corpo. Enquanto isto, naquele exato momento, ele escrevia em seu diário, tentando amenizar o desejo de estar no quarto dela. Adormeceu horas depois, e sonhou com Mary. No sonho, ela atravessou a porta do seu quarto, nua. Deitou-se ao seu lado, e se entregou em seus braços, sem receio, nem pudores.

Acordou durante a madrugada, suando frio e com o coração acelerado. O sonho parecia tão real, que ainda sentia em seu corpo as reações do encontro. Levantou-se da cama e tomou um banho frio. Quanto mais tentava apagar aquele sonho, mais ele se fazia presente. Voltou a adormecer depois de muito tempo, mas foi um sono curto. Sentiu a necessidade de vê-la. Levantou-se e, nu, entrou no quarto dela. Ao aproximar-se, viu-a revirando-se de um lado para o outro, e pronunciando o seu nome.

-Lucas... Lucas...

Mesmo sabendo que ela se estava dormindo, vê-la deitada a cama, chamando por ele, mesmo em sonho, aumentou o desejo latente de possuí-la. Foi o que precisava para puxar o lençol e colocar as suas mãos em seu corpo. Assim ele fez: colocou as mãos nos seios dela e beijou-lhe a boca.

Apesar do forte desejo, seus toques foram suaves, a fim de não acordá-la, mas foi traído pela ansiedade e pelo calor do desejo, ao tocar as suas coxas. Ela acordou assustada, porém não menos excitada do que ele. Ela o surpreende ao retribuir as carícias, até o momento em que percebeu que ele se encontrava nu.

- Mary, me perdoa! Eu não resisti!

- A culpa é minha, por ter te deixado me tocar. Eu continuei, porque queria tanto quanto tu, mas estás nu – disse ela, chorando.

- Isto prova que...

Lembrou-se de que Mary era uma virgem, e que, com toda certeza, vê-lo nu causou-lhe medo. Enrolou o lençol na cintura e disse:

- Mary, isto prova que eu te quero! Mas também que passei dos limites. Perdoa-me! Vamos esquecer o ocorrido e tentarmos mais uma vez?

- Estou confusa. As cenas vividas por nós, no outro castelo, vêem me atormentar e me levam para um profundo abismo. Eu quero sim, mas tenho medo do desconhecido.

Lucas sentou-se na cama, segurou as mãos de Mary e tentou acalmá-la, dizendo:

- Mary! Pretendo fazê-la esquecer a má impressão do início. Mas compreenda que para mim esta situação é difícil.

Se ele permanecesse ao lado dela, não conseguiria se conter, e a possuiria mesmo sem o seu consentimento. Por este motivo, beijou-lhe as mãos e saiu, deixando Mary ainda mais confusa.

Ambos adormeceram quando o sol anunciava mais um dia lindo de verão...

Cármen Neves.

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" Se você julga as pessoas, não tem tempo para amá-las"

( Madre Teresa de Calcutá - 1910-1997)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Guia dos Curiosos - Continuação.

Conforme prometido, eis mais algumas perguntas e respostas do "GUIA DOS CURIOSOS".

Amanhã o restante das escolhidas pra vocês.

Cármen Neves.



Qual é a maior palavra da língua portuguesa?


A campeã que sempre foi anticonstitucionalissimamente perdeu seu posto. A palavra mais extensa hoje tem 46 letras: pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. Ela descreve o estado das pessoas que sofrem de uma doença rara, provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.




Quem ganhou mais corridas no desenho Corrida Maluca?


Acompanhe a tabela de vencedores das 34 provas da Corrida Maluca:

VENCEDOR VITÓRIAS

A Quadrilha da Morte 4

Caipira Luke e seu urso 4

Penélope Charmosa 4

Peter Perfeito 4

Barão Vermelho 3

Irmãos Rocha 3

O cupê mal-assombrado 3

Professor Aéreo 3

Rufus Lenhador 3

Soldado Meekly e Sargento Bombarda 3

Dick Vigarista e Muttley 0

TOTAL 34




Por que Santo Antônio é conhecido como santo casamenteiro?


O que se conta é que ele era conhecido como protetor das causas perdidas. Por isso, as mulheres que achavam que estavam encalhadas passaram a rezar para ele. Existe até uma novena para Santo Antônio.




Por que São Jorge não é santo?


São Jorge de Capadócia é venerado em todo o mundo como protetor das donzelas e dos oprimidos.

Também é patrono de dois países: Inglaterra e Portugal. Apesar disso, ele não faz parte do martiriológio (lista de todos os santos) da Igreja Católica porque faltam provas contundentes de que tenha realmente existido.




O peixe sente dor quando é fisgado pelo anzol?


A região da boca do peixe é feita de ossos e de ligamentos, mas tem poucas terminações nervosas. “Como praticamente não existe musculatura, a dor causada pelo anzol é mínima”, afirma Paulo de Tarso, biólogo do aquário Acqua Mundo, no Guarujá (SP). “O peixe sente apenas uma pressão mecânica, como se fosse um beliscão. No entanto, se anzol se prende em qualquer outra parte do corpo, o pobrezinho tem uma sensação semelhante à dos seres humanos, quando ferimos a perna ou braço”.




Os peixes bebem água?


Sim. Eles retiram oxigênio da água para respirar. Uma enguia, por exemplo, toma o equivalente a uma colher de sopa de água por dia. Os peixes também retiram uma certa quantidade de água dos alimentos.

Por viverem em meio líquido, não precisam beber água para hidratar a pele, como fazem os animais terrestres.




Quais foram os livros mais vendidos no mundo?


O livro mais vendido e mais lido do mundo é a Bíblia. Estima-se que até hoje já tenham sido vendidos 11 milhões de exemplares da versão integral, 12 milhões de novos testamentos e 400 milhões de brochuras com fragmentos dos textos originais. Depois dela, vem o Alcorão, livro sagrado do Islamismo, seguido do Livro Vermelho, do líder comunista chinês Mao-Tse-Tung. O quarto lugar parece estar com o livro Scouting for Boys (Escotismo para Rapazes), escrito em 1908 por Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, militar inglês que deu origem ao Escotismo.






Se apenas na língua portuguesa existe a palavra saudade, como os outros povos exprimem este sentimento?


Em muitas línguas, além de o termo "saudade" não existir, não há expressões com o mesmo sentido.

Existem, sim, termos semelhantes. Os húngaros, por exemplo, têm uma palavra - hongavy - que exprime saudade da pátria ou de casa. Entre os finlandeses, o termo ikävää é utilizado para expressar tristeza por estar longe de um lugar. Já entre os alemães e ingleses, as pessoas quando sentem falta de outra podem dizer, respectivamente, Ich bin sehnsüchtig ou simplesmente I miss you (que equivale a sinto falta de você). Em espanhol, finalmente, o mesmo sentido é atribuído à frase te hecho de menos.




Por que os aviões não podem ser construídos com o mesmo material da caixa preta, se ela é a única coisa que sobra de um acidente aéreo?


De acordo com a assessoria de imprensa da Embraer, se um avião fosse feito com o mesmo material e como a mesma resistência da caixa preta seu peso tornaria o vôo praticamente impossível. O avião é um aparelho mais pesado que o ar, mas por causa da capacidade de sustentação (força aerodinâmica) das asas, há limites para esse peso. É por isso que aviões são construídos com metais leves, como o alumínio e o duralumínio. Além disso, não adianta um avião ser teoricamente indestrutível se o corpo humano não suporta as elevadas forças de desaceleração geradas pelos impactos.




Como surgiu a numeração dos sapatos?


Tudo começou em 1305. O rei Eduardo I, da Inglaterra, decretou que se considerasse como uma polegada a medida de três grãos secos de cevada alinhados. Os sapateiros ingleses se entusiasmaram com a idéia e passaram a fabricar, pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanho-padrão, baseando-se nos tais grãos de cevada. Um calçado que medisse, por exemplo, 37 grãos de cevada era conhecido como tamanho 37.




Qual a razão da disposição das letras na máquina de escrever?


No primeiro modelo de máquina de escrever desenvolvido em 1867, as letras eram de fato dispostas em ordem alfabética. Porém, seu criador, o norte-americano Christopher Latham Sholes, decidiu incumbir o amigo James Densmore de descobrir uma forma de melhorar a disposição das teclas. Ele estudou as combinações de letras mais utilizadas na língua inglesa e optou por colocá-las distantes umas das outras de modo a evitar que hastes próximas subissem juntas e ficassem emboladas umas às outras. Embora várias outras propostas de distribuição tenham sido sugeridas ao longo dos tempos, o teclado de Densmore se tornou modelo padrão em todo mundo. Vale citar que por conta das seis primeiras letras da fileira superior, ele é chamado de teclado QWERTY.